sexta-feira, 22 de março de 2013

Garcias em Buenos Aires!



Buenas Noches!

Como sempre, mais um enorme espaço de tempo entre uma postagem e outra, mas é assim que tá virado a geléia do Alcindo, igualzinho a minha vida, bastante corrida, pouco tempo para escrever, mas enfim...
Mas hoje, enquanto estamos em nosso terceiro dia em Buenos Aires, além de ser uma noite de folga na programação, tenho toda uma inspiração para escrever:  contar um pouco dessa viagem com minha mãe.
Chegamos na quarta-feira, próximo das 16 horas fizemos o check in no Hotel, demos algumas voltas próximo ao Hotel que é praticamente grudado no Obelisco, procuramos um local para um lanche e cometemos um pequeno deslize, pelo cardápio parecia ser um lanchinho básico, mas na verdade era um enorme de um sanduiche, com um hambúrguer de 2 dedos de espessura, uma espécie de bauru. Era um lanche, virou nossa janta, demos mais uma reconhecida no território, começou a chover e voltamos ao hotel.
Com a chuva e sem programação para noite, ficamos pelo hotel, aproveitei para tomar um banho de banheira bem demorado.
Quinta-feira pela manhã tinhamos o City Tour programado, o melhor sempre de um City Tour, é conhecer de uma forma geral a cidade, e o melhor de tudo puxar papo com quem já conhece a cidade. Puxei papo com uma espécie de ajudante da guia e fui pedindo informação, usando sempre o futebol como ponto de integração, acabei pegando várias dicas.
Principais pontos do City Tour, Caminito, Plaza de Mayo/Catedral/Casa Rosada e finalizando com a promessa de uma aula de Tango.  A aula era de 15 minutos, impossível aprender algo e tiramos foto apenas e fomos almoçar.
Uma das coisas mais interessantes quando se visita uma cidade diferente é se misturar a população, andar pela cidade como se porteño fosse.  Fomos de Subte (Metrô), pequeno adendo agora, gostei bastante do transporte público, barato, eficiente, sempre cheio, mas nenhuma vez lotado. Metrô AR$ 2,50 (menos de 1 real), Trem Urbano AR$ 2,25 e Onibus AR$ 3,00 (pouco mais de um real). Porém tem seus problemas também, mas acho que farei um post só sobre isso no retorno ao Brasil.
A tarde fomos ao famoso Bairro de San Telmo na busca do Mercado de San Telmo. Utilizamos a Linea C, da Estacion Diagonal Norte até a Estacion Independência são 3 estações, chegamos rápido coisa de 10 minutos e já estávamos lá. Demorou mais a caminhada até ao Mercado. Bom, algo completamente peculiar eu gostei muito apesar do lugar ser decadente, mal cuidado, tinha de tudo, muita antiguidade, aquelas coisas que só vemos no “Caçadores de Relíquia” ou no “Trato Feito”, frutas, verduras, temperos, carne, roupa, couro enfim, tipo o Mercado Público de Porto Alegre, só que com mais coisas diferentes e menos opções de alimentação. Adorei o lugar, indico para quem gosta de antiguidades, lugar muito peculiar mesmo.
A noite show de Tango no Complejo Tango... Fantástico em especial por três motivos: Comida Fantástica, Show excelente e principalmente pela companhia. Chegamos e tinha uma mesa para 6 com 3 sobrenomes: Guardiola, Garcia e Sanchez. Os Guardiolas era um casal de Franceses, apesar do sobrenome, muito simpáticos e que conversamos muito, um pouco em português, um pouco em espanhol, um pouco em inglês e até algumas palavrinhas em francês. Os Sanchez, suíços de Genebra, também simpáticos, porém com menos interação do que com os Guardiolas. Muito interessante e de novo o futebol nos ajudou na comunicação. Torcedor do Monaco e do Barcelona, logo que falei em Internacional Del Porto Alegre, já falou em Campeão Mundial e fomos de Falcão até Damião conversando sobre o Inter. Show no melhor sentido de show, um espetáculo tanto de dança como de teatro, remontando a história do Tango, com uma banda tocando ao vivo e um ótimo cantor, e as dançarinas muy hermosas hehehe
Hoje o dia começou com uma pequena frustração, sem nos informar fomos a Nuñez conhecer o Monumental, legal que fomos perguntando e chegamos fácil lá. Linea C do Metrô até a Estacion Retiro, Trem que vai para Tigres até Nuñez, no que desse da estação fomos perguntando e chegamos fácil, apesar de termos andado quase 1 km. Ao chegar somente fotos externas, estádio fechado por conta do jogo Argentina x Venezuela, algo completamente sem sentido o museu estar fechado em dia de jogo, mas fazer o que...
Voltamos e passamos um pouco da nossa estação, fomos direto a Plaza de Mayo achar algum lugar para almoçar.
A Tarde, La Bombonera! Sabia que era numa paralela a Avenida de Mayo que se pegava o 64 em direção a La Boca, errei a paralela, mas voltamos e no que chegamos no ponto já estava vindo o ônibus. Descemos no Caminito, e agora sim conhecemos o Caminito de uma maneira legal, sem preocupação com o tempo como foi quando estávamos no city tour. Lugar realmente fantástico e peculiar, varias lojas legais, exposições e vendas de gravuras na rua. Cerca de 400 metros dali, La Bombonera. Chegamos por volta das 14 horas dentro de La Bombonera, a visita guiada que entra nas superiores e no gramado só iniciaria as 15 horas, resolvemos fazer sem guia, só vai na inferior e visita o museu, quase o mesmo preço da outra, um pouco menos atrativa, mas já satisfaz bem.
Fotos e mais fotos, voltas e mais voltas e voltamos de ônibus para a Plaza de Mayo e fomos caminhando em Direção ao Hotel, o que daria uns 600 metros mais ou menos pelas minhas contas, eis que no meio do caminho digo prá mãe,” vamos entrar numa rua qualquer aí, prá ver no que dá?” Sorte ou não, entramos na rua mais famosa de Buenos Aires, La Calle Florida. Prá mim é uma Rua da Praia com grife hehehe Comércio, bela arquitetura, muitas lojas, e obras o que estragou um pouco o visual. Por sinal, Buenos Aires inteiro está em obras parece que vai ter Copa aqui e não vai ter em Porto Alegre, muita obra mesmo.
Retorno, mais algumas fotos no Obelisco, jantar no hotel e depois dar mais uma volta pela noite Porteña, uma caminhada apenas para pegar um ar.
Alguns pontos que esqueci no meio do Texto, Catedral muito linda, vimos a entrada do prédio do Papa, já é um lugar que está chamando atenção, vai virar ponto de perigrinação daqui um tempo.
Programação cheia amanhã, vamos ver se no retorno escrevo um pouco mais sobre, mas amanhã é algo bem campeiro a programação.

E lógico, não poderia faltar algumas fotinhos, fica aí uma pequena amostra em fotos.


















terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Já já, post novo, foi o que eu disse em julho...

DICIONÁRIO BRASILEIRO DE PRAZOS



  Para evitar que estrangeiros fiquem pegando injustamente no nosso pé
- e para nos entendermos melhor -
está sendo compilado o Dicionário Brasileiro de Prazos (que já deveria
estar pronto, mas atrasou...), do qual foram extraídos os trechos a
seguir:


DEPENDE: Envolve a conjunção de várias incógnitas, todas desfavoráveis.
Em situações anormais, pode até significar sim, embora até hoje tal
fenômeno só tenha sido registrado em testes teóricos de laboratório. O
mais comum é que signifique diversos pretextos para dizer não.

JÁ JÁ: Aos incautos, pode dar a impressão de ser duas vezes mais rápido
do que já. Ledo engano; é muito mais lento. "Faço já" significa "Passou
a ser minha primeira prioridade", enquanto "Faço já já" quer dizer
apenas "Assim que eu terminar de ler meu jornal, prometo que vou pensar
a respeito".

LOGO: Logo é bem mais tempo do que "dentro em breve" e muito mais do que
"daqui a pouco". É tão indeterminado que pode até levar séculos. "Logo
chegaremos a outras galáxias", por exemplo. É preciso também tomar
cuidado com a frase "Mas logo eu?", que quer dizer "Tô fora".

MÊS QUE VEM: Parece coisa de primeiro grau, mas ainda tem estrangeiro
que não entendeu. Existem só três tipos de meses: aquele em que estamos
agora, os que já passaram e os que ainda estão por vir. Portanto, todos
os meses, do próximo até o Apocalipse, são meses que vêm!

NO MÁXIMO: Essa é fácil: quer dizer "no mínimo". Exemplo: Entrego em
meia hora, no máximo. Significa que a única certeza é de que a coisa não
será entregue antes de meia hora.

PODE DEIXAR: Traduz-se como nunca.

POR VOLTA: Similar a "no máximo". É uma medida de tempo dilatada, em que
o limite inferior é claro, mas o superior é totalmente indefinido. "Por
volta das 5h" quer dizer "A partir das 5h".

SEM FALTA: É uma expressão que só se usa depois do terceiro atraso.
Porque depois do primeiro, deve-se dizer "Fique tranqüilo que amanhã eu
entrego". E depois do segundo, "Relaxa, amanhã estará em sua mesa". Só
aí é que vem o "Amanhã, sem falta".

UM MINUTINHO: É um período de tempo incerto e não sabido, que nada tem a
ver com um intervalo de 60 segundos e raramente dura menos que cinco
minutos.

VEJA BEM: É o day after do depende. Significa "Viu como pressionar não
adianta?". É utilizado da seguinte maneira: "Mas você não prometeu os
cálculos para hoje?" Resposta: "Veja bem..."

XIIII...: Se dito neste tom, após a frase: "Não vou mais tolerar
atrasos, OK?" Exprime dó e piedade por tamanha ignorância sobre nossa
cultura.

ZÁS-TRÁS: Palavra em moda até uns 30 anos atrás e que significava
ligeireza no cumprimento de uma tarefa, com total eficiência e sem
nenhuma desculpa. Por isso mesmo, caiu em desuso e foi abolida do
dicionário.
 
créditos Diogo Figueiredo e http://www-di.inf.puc-rio.br/~endler/links/piadas/Dicionario-prazos.txt